Cônsul pede mais ligação das forças à comunidade angolana na fronteira

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consulfronteiraO cônsul de Angola no Oshakati pediu ontem na localidade de Ounonge, Namacunde, mais ligação das forças policiais e dos serviços das Alfândegas que trabalham nos postos fronteiriços, com a comunidade que reside na fronteira entre Angola e a Namíbia.

Pedro Calenga falava no âmbito da visita de dois dias aos postos fronteiriços do Ruacaná, Calueque e Marcos 9, 10, 12 e 16, para se inteirar do seu funcionamento.

Referiu que "só com uma boa relação com a comunidade é possível manter a inviolabilidade da fronteira e combater outros crimes que ali são cometidos".

Pedro Calenga acrescentou que pretende, com as visitas, recolher informações dos órgãos do Ministério do Interior que funcionam ao longo da fronteira, para melhorar as condições de trabalho na orla fronteiriça.

O cônsul geral no Oshakati considerou que a fronteira entre Angola e Namíbia, por ser extensa facilita a travessia de ilegais, por isso merece uma atenção especial: "as nossas forças precisam de melhores condições de trabalho, fundamentalmente meios de transporte para o patrulhamento, tendo em conta que actualmente realizam a sua actividade de forma apeada".

Pedro Calenga alertou que, à semelhança de outras fronteiras, ali também ocorrem muitos casos de imigração ilegal e silenciosa: "estes cidadãos de outras nacionalidades estudam os modos de actuação das nossas forças, da comunidade, e atravessam as nossas fronteiras, o que constitui um perigo para a nossa soberania".

A visita promovida pelo Consulado-Geral de Angola no Oshakati teve igualmente a finalidade de mobilizar todos os órgãos que actuam na fronteira para um diálogo constante, troca de informações e para alertar os órgãos competentes para uma tomada de medidas sérias que visam proteger a orla limítrofe com a Namíbia.

Integraram a delegação do cônsul geral no Oshakati o adido militar da Embaixada de Angola na Namíbia, os responsáveis da Polícia de Guarda Fronteira, Polícia Fiscal e Económica, Alfândegas e Serviço de Migração Estrangeiros.

O cônsul vai ainda visitar o marco 34 e o posto fronteiriço na localidade de Santa Clara.

 

Fonte: Jornal de Angola, 24 de Outubro de 2012


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